sábado, 1 de dezembro de 2012


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quais suplementos utilizar para reduzir a gordura corporal?





Quando falamos em suplementos utilizados em dietas com o objetivo de reduzir a gordura corporal, imediatamente nos vem à mente o ácido linoleico conjugado (CLA), diversos fitoterápicos (Koubo, pholiamagra, pholianegra, citrus aurantium, etc), termogênicos (à base de cafeína e demais estimulantes), L-carnitina, dentre outros utilizados para acelerar o metabolismo ou otimizar a utilização da gordura corporal como fonte de energia.
 
Só que neste artigo quero focar a discussão em alguns suplementos, muito importantes na “queima de gordura corporal”, mas que possuem atuação indireta no processo. Normalmente, esses produtos são usados apenas nas fases cujo objetivo é a hipertrofia muscular.    
 
Primeiro, vamos esclarecer algo básico, mas que eu tenho grande dificuldade de explicar para meus/minhas pacientes com sobrepeso:
 
Perder peso na balança não é igual a perder gordura corporal!
 
Independentemente de quanto seja o grau do sobrepeso ou da obesidade, devemos cuidar para não perder massa muscular, pois a perda desse tecido - metabolicamente ativo - proporcionaria uma redução no metabolismo basal, tornando mais difícil a perda de gordura após algum tempo em restrição calórica.

Um bom resultado para redução da gordura corporal, sem sacrifício da massa magra, será obtido por meio de treinamento com pesos, associado à aerobiose e a uma dieta controlada. Muitas pessoas que estão acima do peso ainda têm receio de praticar musculação, pois imaginam que essa atividade não lhe trará tantos benefícios para redução de gordura corporal quanto os exercícios aeróbicos. Grande engano! A associação das duas atividades é simplesmente perfeita quando acompanhada de uma dieta correta.
 
Gosto do termo “dieta”, pois ele vem do grego e significa “estilo de vida”. E a meu ver, essa é a melhor definição para uma alimentação apropriada. Ainda mais nos dias de hoje, onde para mantermos uma alimentação correta, devemos ter um estilo de vida diferente da maioria das pessoas, dominadas pelo sedentarismo e alimentação desregrada. 
 
Teoricamente, a base da dieta para se perder gordura é simples: carboidratos complexos distribuídos ao longo do dia de acordo com o gasto energético (exercícios), proteínas distribuídas em todas as refeições diárias, presença de gorduras mono e polinsaturadas (cerca 2/3 do consumo total de gorduras, que deve estar entre 20 e 30% da ingestão calórica diária) vitaminas e sais minerais na quantidade adequada, e, claro, hidratação.
 
Simples, não é mesmo?
 
Nem tanto! Se fosse simples, grande parte das pessoas não teria tamanha dificuldade nesse processo.
 
Controlando o carboidrato, dando preferência para sua ingestão logo ao acordar (nesse momento temos níveis de glicogênio reduzidos, sendo necessária a ingestão de carboidratos) e na refeição que antecede o treinamento (proporcionar melhor performance no treino), escolhendo fontes como: batata doce, mandioca, cará, inhame, pão integral, macarrão integral, arroz integral, aveia, quinua, amaranto, frutas com baixo índice glicêmico (maçã, pera, etc). Em horários que antecedem períodos com pequeno gasto energético, a ingestão de carboidratos deve ser controlada. Por exemplo: se você trabalha sentado em um escritório a tarde toda, aquele belo prato de arroz, feijão, batata e macarrão seria excessivo. Uma pequena quantia de arroz integral ou até mesmo, dependendo da situação, a abstenção total dos alimentos fonte de carboidratos, seria uma boa medida. Já o almoço de um trabalhador braçal deveria conter maiores quantidades desse nutriente.
 
Quanto às gorduras, também não é tão difícil. Castanhas, nozes, abacate, azeite de oliva extra virgem, salmão, semente de linhaça, dentre outras fontes, nos fornecem gorduras de boa qualidade. Vitaminas e sais minerais podem ser encontrados em uma grande variedade de legumes, verduras, cereais integrais, além de serem facilmente suplementados quando necessário, principalmente quando falamos de antioxidantes (vitamina C, vitamina E, bioflavonóides, etc).

A água, todos temos à vontade (pelo menos por enquanto), sendo que sua ingestão deve ser muito bem distribuída ao longo do dia. Estudos já comprovaram que pessoas que bebem mais água entre as refeições possuem maior controle sobre o apetite, apresentando maior redução no peso corporal.
 
Agora chegamos ao real objetivo do artigo. Proteínas! Como disse acima, o ideal seria a presença de proteínas em todas as refeições diárias. Se duvidam, observem como fica o físico de quem “emagrece” fazendo uma dieta à base de frutas, bolachinha com geleia diet, barrinhas de cereais e outros alimentos pobres em calorias, mas igualmente pobres em proteínas. Esses tipos de “regimes” consideram basicamente que a ingestão calórica deve ser menor do que o gasto energético, mas não consideram diversos outros fatores fundamentais no processo. O indivíduo até consegue perder peso, mas com a perda de massa muscular, ganha outro problema: flacidez!
 
Infelizmente, temos poucos alimentos disponíveis com uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico. Dentre eles podemos citar: aves, carne bovina magra, peixes, ovos (principalmente claras, devido ao alto teor de gordura da gema), alguns tipos de queijo (cottage especialmente), iogurtes (preferencialmente o natural desnatado) e leites (versões com teores reduzidos de gordura e lactose para quem apresentar intolerância a esse dissacarídeo). Nos 120 países onde é cultura utilizar insetos na alimentação, acaba-se tendo uma variedade maior de opções protéicas, mas não é o caso do Brasil.
 
Portanto, para adequar um café da manhã, um almoço e um jantar, realmente não é tão difícil, mas e as opções intermediárias?
 
Algumas pessoas mais determinadas não teriam qualquer tipo de problema em levar claras de ovos, peito de frango ou algum outro alimento proteico para o trabalho ou escola. Só que além de determinação seriam necessárias condições especiais para conservação.
 
Você se encaixa no grupo de pessoas que não conseguem utilizar esses alimentos nas refeições intermediárias?  
 
Então use suplementos proteicos!

A indústria da suplementação alimentar vem evoluindo cada dia mais. Hoje são várias as opções de suplementos proteicos com sabores agradáveis e formas de apresentação bem práticas.
 
Recomendaria nesses momentos alguma proteína com absorção mais lenta, como a caseína e os mix proteicos (albumina, whey protein, caseína, proteína isolada de soja). Produtos na forma de géis e líquidos (“prontos para beber”) também vêm crescendo no mercado! As barras proteicas também são boas opções, mas fique sempre atento às quantidades de carboidratos e de lipídios. Cada marca possui um valor nutricional diferente. Saiba escolher a sua!
 
Pronto! Resolvemos o impasse da ingestão proteica ao longo do dia, além de ajustar os demais nutrientes!
 
E agora? Acabou?
 
Ainda não! Temos a possibilidade de com alguns suplementos “proteger” a massa muscular do catabolismo, usando-os antes e após o treinamento. Neste período, quando o objetivo é a redução da gordura corporal, temos tido grande sucesso utilizando whey protein hidrolisada (proteína de ultra-rápida absorção) antes dos treinos e um shake contendo whey protein isolada (proteína de rápida absorção), caseína micellar e waxy maize (carboidrato de rápida absorção). Esse “blend” poderia ainda ser enriquecido por mais alguns produtos interessantes.

Seguem as dicas a seguir:
 
Uso antes e após o treinamento:
 
BCAAS:aminoácidos de cadeia ramificada com grande efeito anti-cabólico, visto que são usados como fonte de energia durante o exercício (lembre-se que a reserva de aminoácidos é nossa massa muscular). Sua ingestão pode variar entre 1 a 5 gramas, antes e depois do exercício, chegando até mesmo a 10 gramas para atletas de bodybuilding. Em algumas situações o uso de BCAAS durante o exercício também se apresenta interessante.
 
GLUTAMINA:aminoácido mais abundante do plasma sanguíneo. Também apresenta ótimo efeito anti-catabólico, além de auxiliar na manutenção da integridade do sistema imune (normalmente debilitado em dietas hipocalóricas associadas ao treinamento intenso). Sua ingestão pode variar entre 5 e 15 gramas antes e depois do exercício.
 
ARGININA:especialmente na forma AKG (alpha-keto-glutarato) este aminoácido proporciona maior síntese de óxido nítrico no organismo, auxiliando no aumento do fluxo sanguíneo por um efeito vasodilatador, melhorando a captação de nutrientes pelos músculos alvo (exercitados no dia). A dose recomendada varia entre 3 e 6 gramas antes do exercício.
 
CREATINA: Principal fonte energética em atividades de alta intensidade e curta duração (treinamento com pesos, por exemplo). Durante muito tempo esse suplemento foi associado apenas a períodos de ganho de massa muscular. Hoje sabemos da sua eficácia também no período de redução da gordura corporal, sendo muito importante para a manutenção de um treinamento intenso, mesmo quando se reduz a ingestão calórica. A creatina associada a uma dieta adequada em carboidratos não proporcionará retenção hídrica indesejada. Recomenda-se entre 3 e 5 gramas diários (sempre administrada com carboidratos).
 
Dependendo do nível de treinamento, poderiam ser incluídos outros suplementos, também com propriedades anti-catabólicas. Mas para isso seria necessário uma avaliação individualizada.
 
Existem regras? Receitas de bolo? Claro que não. Tudo o que foi discutido acima são apenas algumas “ferramentas” que dispomos. Cabe ao profissional saber trabalhar com cada uma delas, no momento exato e nas quantidades adequadas. Qualquer erro na associação entre dieta e treinamento acarretará em perda de massa muscular e/ou falha na perda de gordura corporal.
 
Normalmente, utilizo com sucesso essas técnicas desde atletas de alto nível até pessoas comuns, incluindo obesos. A questão é adequá-las de acordo com as necessidades individuais. Um exemplo é o paciente Renato Chocair. Ele, acompanhado por mim e pelo treinador Valter Pedro, em apenas quatro meses, mudou de vida. Reduziu 23 kg de sua massa corporal, mas, muito mais que isso: conquistou um físico considerado perfeito para os padrões atuais! Por isso, eu sempre preconizo o trabalho em equipe. A determinação do paciente, o acompanhamento nutricional e o treinamento personalizado são a fórmula do sucesso! Parabéns, Renato!




quinta-feira, 14 de junho de 2012

SUPLEMENTO ALIMENTAR É PARA ATLETAS?



Toda mudança ou novidade gera um período de adaptação. Sem voltar muito no tempo, você imaginava ser possível falar com a pessoa que você quiser na hora que desejar, sem se preocupar com o local em que ela estiver? O celular tornou isso possível!

E fazer compras sem sair de casa? Com a internet, tornou-se algo corriqueiro!

E ingerir os nutrientes que seu corpo necessita para se manter saudável sem ter de se preocupar com as dificuldades de transporte ou aquisição dos alimentos adequados? Com a evolução da indústria da suplementação alimentar, isso também está se tornando cada vez mais viável!

O atual estilo de vida da maioria das pessoas consiste em uma rotina intensa de atividades profissionais, necessitando de opções práticas para se alimentar. Infelizmente, por falta de conhecimento e até então, de opções mais adequadas, as escolhas normalmente se restringem a alimentos de baixo valor nutricional, como bolachas, biscoitos, e outros alimentos ricos em carboidratos simples e pobres em proteínas, nutriente fundamental para um adequado funcionamento do nosso organismo. Sem contar que várias pessoas acabam optando por fazer um jejum prolongado, alimentando-se poucas vezes ao dia, o que já é sabido ser maléfico à nossa saúde.

Esse sem dúvida, associado à baixa atividade física de muitas pessoas, é um dos grandes fatores que vem colaborando com o aumento dos níveis de obesidade, que segundo dados do IBGE 2010/2011, no Brasil atinge 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres com mais de 20 anos. Se avaliarmos o índice de sobrepeso, além da obesidade, os valores são muito mais assustadores. A incidência de doenças relacionadas, tais como: diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia cresce na mesma proporção.

E quais seriam exatamente as utilidades da suplementação alimentar? Quem poderia se beneficiar?

Praticamente todos nós!

Começando por uma criança ou adolescente. Será que as opções nas cantinas das escolas são as melhores? Levar uma barra proteica não poderia ser uma ideia? Lembrando que a obesidade infantil também cresce de maneira assustadora. O principal motivo está na má alimentação! Além de prevenir a obesidade e demais doenças, uma alimentação mais nutritiva para a criança promoverá melhor crescimento e aproveitamento nos estudos. Estima-se que no Brasil, entre cinco e nove anos de idade, exista entre 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas apresentando obesidade infantil.

Na vida adulta, o profissional com trabalho intenso, sem tempo para se alimentar adequadamente, pode com o auxílio de “shakes” contendo quantidades adequadas de proteínas e demais nutrientes, garantir suas necessidades nutricionais principalmente nos horários intermediários – meio da manhã e meio da tarde. Dessa forma, ocorrerá também um adequado controle do apetite nas grandes refeições – almoço e jantar.

Em idades mais avançadas, para se evitar a perda de massa muscular, além da prática de exercícios resistidos (musculação), a ingestão de proteínas exerce papel fundamental! O uso de um suplemento protéico, particularmente o whey protein (proteína do soro do leite, com alto grau de digestibilidade) seria de grande valia para essa população, permitindo um melhor desfrute dessa fase tão especial da vida. 

Em se tratando de atividade física, para melhor performance, o uso de carboidratos (maltodextrina ou waxy maize) e proteínas de rápida absorção (whey protein) logo antes e logo após a atividade, pode auxiliar tanto em atividades como a musculação, como na corrida, ciclismo, futebol, natação, dentre outras modalidades.  Em níveis de treinamento intermediários e avançados, o uso de outros suplementos, como BCAAS, glutamina e creatina pode potencializar essa suplementação!

Portanto, ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam, a suplementação alimentar não é algo específico para otimizar a performance de atletas de alto nível. Ela pode, também, melhorar nossa nutrição, nos proporcionando maior qualidade de vida.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Como amenizar a Celulite e a Retenção Hídrica


O problema da celulite e retenção hídrica, está muito ligado à má alimentação e falta de exercícios físicos .As substâncias retentoras de água podem agravar o problema da celulite, alguns exemplos são compreendidos pelo sódio, mineral presente no sal, muito presente em alimentos industrializados, comida congelada, molhos e temperos industrializados como caldos de carne, molho de tomate, mostarda, katchup, molho inglês, shoyo; A lactose, que é o açúcar presente no leite, também pode ocasionar esses eventos, além dos alimentos derivados do leite serem ricos em gordura, por isso prefira alimentos na versão light e com teor de lactose reduzido quando se trata de laticínios. As gorduras também são potencializadoras do processo, uma vez que geram aumento de adipócitos (células do tecido adiposo) e aumento de peso.


Algumas dicas: 

-Prefira fontes magras de proteína, como clara de ovo, aves, peixes e carnes vermelhas magras como lagarto, maminha, fraldinha, patinho. Substitua as frituras por preparações grelhadas, assadas ou cozidas;

- Evite alimentos ou preparações gordurosas, como feijoada, pizzas, molhos gordurosos, queijos gordos, bolachas recheados, chantilly, biscoitos amanteigados, sorvetes, massas, pipocas

- Consuma alimentos isentos de açúcar refinado, ou seja, pão integral, arroz integral, macarrão, batatas e frutas. Na vontade de comer um doce, opte pelas frutas.

--Evite colocar muito óleo durante a preparação dos alimentos;
-Atenção ao rótulo dos alimentos e prefira alimentos com teor reduzido de sódio, substituindo o sal por temperos naturais, o que contribui para amenizar gordura localizada e retenção hídrica;

-Evite bebidas ricas em cafeína e gaseificadas.

-Alimentos ricos em iodo devem ser sempre incluídos na dieta anti-celulite, pois é a matéria-prima que dá energia à tireóide, responsável pelo índice do processo metabólico onde o alimentoé transformado em energia, e este processo quando sofre alguma falha, gorduras indesejáveis podem ser armazenadas, levando ao processo inflamatório caracterizado como celulite.

fontes.: alcachofra, agrião, alface, algas, alho, aspargo, arroz integral, banana, batata, cebola, cenoura, ervilha, espinafre, frutos do mar, gema de ovo, morango, nabo, pêra, repolho, tomate, uva, vagem.

A proteína é capaz de amenizar a celulite porque favorece a micro circulação sanguínea,sendo componente das fibras musculares
O sal também deve ser utilizado de forma moderada, para evitar a retenção de líquidos e inchaços.

-Evite os carboidratos refinados, doces, macarrão e pão feitos com farinha branca.

-Os produtos carregados de gorduras saturada e trans, como carne gorda,fritura,margarina e biscoito recheado também devem ser evitados, pois são feitos com farinha branca e gordura vegetal hidrogenada, uma mistura que potencializa armazenamento de gorduras maléficas à saúde.



Alguns alimentos que podem funcionar como auxiliadores no combate à celulite: 

Azeite de oliva :associado a linhaça, se torna mais potente, tem ação antiinflamatória, prefira a versão extra-virgem.

Castanha-do-pará: fonte de selênio, importante mineral antioxidante contra os radicais livres que podem causar lesão e envelhecimento das células.

Arroz integral: por ser rico em fibras,ajuda na digestão do açúcar e regula o intestino, contém também vitaminas do complexo B, que participam do metabolismo energético e minerais (magnésio e cromo)

Folhas verde-escuras:melhoram a circulação e desintoxicam o organismo.

Lima-da-pérsia:limpa o sistema linfático e desintoxica o fígado.

Aveia:rica em silício, previne a formação da celulite reorganizando as fibras de sustentação da pele, além de ser rica em fibras solúveis, auxiliando no controle do colesterol e triglicerídeos.

Uma boa opção é a ingestão diárias de chás de algumas ervas capazes de ajudar na redução de apetite, ativar o metabolismo, estimular a circulação sanguínea, prevenir retenção hídrica e depósito de gordura nas artérias.


Receitinha: 

Em um recipiente, colocar uma colher de chá das seguintes ervas:

cavalinha
espinheira-santa
carqueja
abacateiro
alcachofra
hibisco
chá verde

Ferver um litro de água filtrada e despejar sobre as ervas. Deixar tampado por 10 minutos antes de coar. O ideal é preparar uma dose a cada dia para utilizar a infusão bem fresca, e procurar não consumir o chá após 48 horas de preparo. Recomenda-se não adoçar e o consumo de 6 xícaras diárias pode trazer bons resultados, auxiliando no emagrecimento.


Fonte: DietaCerta.com

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Suplementação de Vitaminas e Minerais Durante a Gestação




Um levantamento bibliográfico em bases de dados eletrônicas com o objetivo de identificar estudos nacionais e internacionais, que empregaram métodos de investigação dietética em gestantes foi realizado por Bertin et al (2006). Em vários estudos, o consumo de cálcio, ferro, fibras e folato foram inadequados (Giddens et al, 2000; Azevedo e Sampaio, 2003; Dunn et al, 1994; Barros et al, 2004). Outros estudos mostraram também consumo inadequado de magnésio, zinco, vitaminas B1, D e E (Giddens et al, 2000; Azevedo e Sampaio, 2003). A ingestão de vitaminas A e C atingiram ou até ultrapassaram os valores recomendados (Giddens et al, 2000; Azevedo e Sampaio, 2003; Barros et al, 2004).
Os micronutrientes são importantes para o organismo e quando estão deficientes podem trazer como conseqüência o desenvolvimento de anomalias no bebê, o aumento da incidência de partos prematuros, com recém-nascidos de baixo peso, maior morbidade perinatal, anemia materna, baixa qualidade da lactação e, em geral, a depleção das reservas nutricionais maternas (ALLEN).
Por outro lado, alguns micronutrientes em excesso, podem fazer mal. A vitamina A, por exemplo, quando em excesso, tem efeito teratogênico, causando anormalidades no feto. O excesso de outras vitaminas pode causar formação de cálculos de urato, calcificação óssea excessiva, cálculos renais anemia hemolítica, entre outros males. (CHAGAS, 2003).
Veja a função de cada micronutriente especificamente durante a gravidez:
Vitamina A
Importante para o crescimento e para o desenvolvimento do feto.
A suplementação é feita com o betacaroteno (Fairfield, 2003).
Deficiência: pode causar defeitos congênitos, morte fetal, parto prematuro, retardo de crescimento intra-uterino, baixo peso ao nascer e contribuir para uma baixa reserva do nutriente no RN.
Suplementação: mais experimentações são necessárias para determinar se os suplementos de vitamina A pode reduzir a mortalidade e morbidade maternas e por quais mecanismos resultaria esses efeitos. Em populações já anêmicas, a suplementação trouxe resultados benéficos, com a reversão de 35% do grupo em não-anêmicos (BROEK, 2002).
Excesso: podem provocar malformações fetais atribuídas a alterações no metabolismo do DNA (Cunningham, 2000; Ramalho,2002).

Vitamina C
Ainda não há dados suficientes que comprovem sua importância específica durante a gestação, mas a vitamina C é um antioxidante, promove a síntese de hormônios, ajuda na cicatrização das feridas e na absorção do ferro da dieta. (Fairfield, 2003)
Deficiência: Maior risco de infecções, ruptura prematura de membrana, parto prematuro e eclâmpsia (IOM 2000).
Suplementação: não é necessária, pois se alcança facilmente a recomendação com a dieta (Giddens et al, 2000; Azevedo e Sampaio, 2003; Barros et al, 2004).

Vitamina D
A Vitamina D tem a função de regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, necessários ao bom desenvolvimento dos sistemas nervoso, muscular e imunológico. Essa vitamina pode ser adquirida através da dieta ou sintetizada na pele através de uma reação catalisada pela radiação (SARAIVA, 2007).
Suplementação: não há evidências para avaliar os efeitos do suplemento da vitamina D durante a gravidez (Mahomed, 1999). 
Ácido Fólico
Atua como coenzima no metabolismo de aminoácidos, na síntese de DNA e RNA, é vital para a divisão celular e síntese protéica. Evidências epidemiológicas e clínicas têm demonstrado que o folato está envolvido na prevenção dos defeitos do tubo neural (DTN) (LIMA, 2002).
Deficiência: maior chance de deslocamento de placenta, nascimento precoce, morte neonatal, baixo peso ao nascer, prematuridade, anemia megaloblástica e defeitos no tubo neural.
Suplementação: favorece aumento dos níveis de hemoglobina – prevenindo a anemia materna - e reduz o risco de defeitos no tubo neural. A suplementação deve ser feita em mulheres em idade fértil, ou no primeiro trimestre de gestação, pois a formação do tudo neural ocorre 3 semanas após a concecpção (Fairfield, 2003).
A recomendação de ácido fólico em grávidas é de 600 mcg (DRI 1998) de “Equivalentes de Folato Dietético” (ácido fólico ou folato), sendo que 400 mcg são derivados de suplementação e, o restante, da alimentação (BERG et al. 2001).
Ferro
Importância: Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso, reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato, melhora a resistência às infecções; melhora a capacidade de aprendizagem da criança e é fundamental para o crescimento saudável (CGPAN).
Deficiência: Anemia ferropriva que está associada a maior risco de mortalidade materna, menor resistência aos sangramentos do parto e puerpério, parto prematuro e baixo peso ao nascer (UNICEF, 1998).
Suplementação: aumenta os níveis de hemoglobina, prevenindo-se a anemia materna. (INGRAM, 2006). Os suplementos são comprimidos de sulfato ferroso em cartelas e deve ser consumidos diariamente (Ministério da Saúde).
A OMS recomenda que todas as gestantes, independente da presença de deficiências dietéticas ou bioquímicas, devem receber dose profilática de ferro na quantidade de 30 a 40 mg durante todo o terceiro trimestre.
Cálcio
Importante na garantia da formação de estrutura óssea e dentária do feto.
Deficiência: durante a gestação e especialmente no período de amamentação pode levar a retirada do cálcio dos ossos da mãe para suprir as necessidades de formação do feto e para a produção de leite. Se o bebê diminuir as reservas de cálcio da mãe, ela pode ter futuramente osteoporose, perdas de dentes e cáries (ROCHA, 2005).
Suplementação: previne a hipertensão arterial e a pré-eclâmpsia, nas populações de risco ou com deficiência nutricional deste mineral. Entretanto, ainda não há evidência a respeito da dose mais adequada e de outros desfechos maternos e fetais. Vale lembrar que a recomendação de cálcio é facilmente alcançada com a dieta, consumindo-se 3 porções do grupo de laticínios (leite, queijo, iogurte) (CALDERON, 2006).
Podemos concluir que:
A suplementação se torna necessária em populações de risco ou em gestantes que já apresentam deficiência de algum micronutriente.
A suplementação de ferro e ácido fólico tem demonstrado eficiência quanto ao risco de anemia e defeitos no tubo neural.
A suplementação de ferro e ácido fólico apresenta melhores resultados que a suplementação com múltiplos micronutrientes (Haider, 2006).

Referências: 
BARROS, DC; PEREIRA, RA; GAMA, SGN; LEAL, MC. O consumo alimentar de gestantes adolescentes no Município do Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde Pública V. 20, Supl. 1. Rio de Janeiro, 2004.
BERTIN, RL; PARISENT, J; PIETRO, PF; VASCONCELOS, FAG. Métodos de avaliação do consumo alimentar de gestantes: uma revisão. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil vol.6 no.4 Recife 2006.
CALDERON, IMP; CECATTI, JG; VEJA, CEP. Intervenções benéficas no pré-natal para prevenção da mortalidade materna. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. vol.28 no.5 Rio de Janeiro May 2006.
CHAGAS, MHC; FLORES, H; CAMARA, FA; CAMPOS, FACS; SANTANA, RA; LINS, ECB. Teratogenia da vitamina A. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Vol. 3 n. 3 Recife July/Sept. 2003.
FAIRFIELD, KM; FLETCHER, RH. Vitaminas na prevenção de Doenças Crônicas do Adulto. Revisão científica Vol 1, N Setembro 2003.
FONSECA, VM; SICHIERI, R; BASIO, L; RIBEIRO, LVC. Dietary folate intake by pregnant women in a public hospital in Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Epidemiologia. vol.6 no.4 São Paulo Dec. 2003.
HAIDER, BA; BHUTTA,ZA. Multiple-micronutrient supplementation for women during pregnancy. Cochrane Database of Systematic Reviews 2006 Issue 2. Oct 2006.
HINDLE, LJ et al. Effect of multiple micronutrient supplementation during pregnancy on inflammatory markers in Nepalese women. The American Journal of Clinical Nutrition. Vol. 84, No. 5, 1086-1092, November 2006.
LOPES, RE;RAMOS, KS; BRESSANI, CC; ARRUDAm IK; SOUZA, AI Prevalência de anemia e hipovitaminose A em puérperas do Centro de Atenção à Mulher do Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira, IMIP: um estudo piloto Centro de Atenção à Mulher. Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira, IMIP. Recife, PE, Brasil. May. 2006.
MAHOMED, K; Gulmezoglu, AM. Suplemento da vitamina D na gravidez. Base de dados de Cochrane das revisões sistemáticas, edição 1999.
OSRIN, D et al. Effects of antenatal multiple micronutrient supplementation on birthweight and gestational duration in Nepal: double-blind, randomised controlled trial. The lancet vol. 365, issue 9463. March 2005.
ROCHA, FAC; JUNIOR SILVA, FS. Osteoporose e Gravidez. Revista Brasileira de Reumatologia vol.45 no.3 São Paulo May/June 2005.
SOUZA, AI; FILHO, MB. Diagnóstico e tratamento das anemias carências na gestação: consensos e controvérsias. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Vol. 3 n. 4. Recife Oct/Dec. 2003.